Ágora eleva preço-alvo de Vale, citando resistência à Europa e baixo múltiplo
04/04/2012
A Ágora Corretora decidiu melhorar sua avaliação das ações da Vale (VALE3, VALE5), incorporando o resultado do quarto trimestre de 2011, bem como as perspectivas para o mercado de mineração. Para o analista Aloísio Lemos, ainda, a empresa é negociada com valores menores do que poderia na bolsa.
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O preço-alvo foi elevado para este ano foi elevado de R$ 52 para R$ 57 por papel preferencial da companhia. Com essa mudança, o potencial teórico de valorização foi a 33,96%, frente à cotação observada no fechamento de 2 de abril. Além disso, a corretora reiterou sua recomendação de compra para os ativos VALE5.
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Resistência contra crise
Segundo o relatório, entre outubro e dezembro a Vale conseguiu resistir à crise da Europa, registrando uma queda menos intensa em seu Ebitda (geração operacional de caixa). No período, em bases anuais, a redução foi de 6,22%, para R$ 13,73 bilhões. Lemos avalia que a brasileira se beneficiou da manutenção em níveis altos dos preços do minério de ferro nos três meses.
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Apesar de o mercado como um todo ter sido afetado, ainda assim a commodity é cotada acima dos US$ 100 por tonelada. Mostrando volatilidade durante 2011, ela chegou a valer US$ 180, caindo para US$ 120, para então se recuperar e ser negociada por US$ 140.
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?Estes níveis mantêm-se consistentemente bem acima dos US$ 60 por tonelada, nível observado após a quebra do Lehman Brothers, no final de 2008?, analisa a Ágora. Com esses preços, a corretora estima que a Vale opere com um múltiplo EV/Ebitda, ou valor de empresa em relação à geração de caixa, de 4 vezes para este ano. Seu nível histórico, porém, é de 6,9 vezes.
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