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Agnelli vê demanda forte por minério por 3 anos

Notícias Gerais

19/06/2010


A demanda por minério de ferro deve permanecer firme por pelo menos três anos, afirmou o presidente da Vale, Roger Agnelli, nesta sexta-feira.
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“A demanda por minério de ferro continua firme, e a China (maior consumidor do mundo) lidera esta demanda junto com outros asiáticos também”, declarou ele.
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“Os Estados Unidos não são grandes consumidores do minério brasileiro, mas a União Europeia também teve uma recuperação forte em relação ao ano passado, de modo que a demanda, que determina o preço, continua muito forte”, acrescentou ele, após a cerimônia de inauguração da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), uma parceria entre a mineradora brasileira e ThyssenKrupp.
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O presidente da Vale evitou falar sobre o novo reajuste de preços para o terceiro trimestre.
No início do mês, o diretor de Ferrosos da mineradora, José Carlos Martins, afirmou que a Vale já fechou os contratos de preço para o minério de ferro no terceiro trimestre deste ano e apresentou a seus clientes.
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“A tendência é de mercado firme, se o preço vai flutuar para cima ou para baixo, o mercado é que vai dizer. Por ora o que eu posso dizer é que o mercado continua muito firme”, disse Agnelli, que esteve envolvido recentemente em uma polêmica sobre o peso do preço do minério na inflação.
O investimento na construção da CSA foi 5 bilhões de euros, cerca de 30 por cento a mais do que o previsto originalmente. Segundo Agnelli, houve erros e variáveis que elevaram o custo do projeto.
“A apreciação do real encareceu o projeto. O segundo ponto foi o atraso na obtenção de licenças e algumas paralisações que ocorreram. Isso tudo empurrou os custos para cima. Houve também problemas no fornecimento de equipamentos”, explicou o executivo.
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MAIOR CAPACIDADE
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A capacidade da unidade é de produção de 5 milhões de toneladas de placas de aço por ano.
O presidente da ThyssenKrupp, Ekkehard Schulz, espera em três anos elevar a capacidade para 6 milhões de toneladas.
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“Nosso primeiro dever é chegar à capacidade máxima de produção. Uma vez que isso aconteça, teremos o retorno para compensar o investimento”, disse ele.
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“A previsão é que a economia mundial em três ou quatro anos possa voltar à demanda anterior à crise. Esperamos então, a partir desse período, em vez de cinco produzir seis milhões de toneladas”, completou Schultz.
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O presidente da Vale, entretanto, acredita que esse aumento de capacidade pode ser antecipado para daqui a dois anos em função do ritmo de crescimento da economia brasileira e da recuperação da economia mundial.
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“É otimismo, esperança e de alguma forma uma realidade naquilo que eu estou vendo. O Brasil deve crescer fortemente no seu consumo de aço e parte dessa produção pode vir para cá, se tiver mercado”, disse Agnelli.

O Globo


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