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África do Sul estuda nacionalizar mineração e pode assustar investidor

Notícias Gerais

02/08/2011


NOVA YORK ? O partido que governa a África do Sul estuda instituir algum tipo de nacionalização do setor de mineração, uma medida que poderia prejudicar os investimentos no maior produtor de platina e cromo do mundo, de acordo com um relatório confidencial preparado para executivos do setor pelo analista de risco Claude Baissac, da consultoria Eunomix, de Johanesburgo.
O relatório aponta que a nacionalização não só de minas, como de bancos e terras pode estar sendo estudada por Julius Malema, de 30 anos, que conquistou em junho o segundo mandato como líder da liga jovem do Congresso Nacional Africano (CNA), partido que governa o país.
Em novembro, o CNA havia dado início a um estudo sobre a viabilidade da nacionalização. As conclusões desse estudo, aponta Baissac, serão ?um ponto político fundamental? nas eleições para a liderança do partido em dezembro de 2012. ?A possibilidade de que o partido governista aprove uma grande mudança de políticas que afetem a segurança relacionada à propriedade das minas é hoje a maior desde o fim do apartheid?, escreveu o analista, em relatório ao qual a Bloomberg teve acesso.
?Estudos estão sendo conduzidos. Não podemos, portanto, pular etapas?, disse Malema a jornalistas em Johanesburgo ontem, quando lhe perguntaram se o partido estava estudando como implementar a nacionalização e não se o partido seguia interessado em adotar as novas medidas.
A aprovação da nacionalização pelo CNA, segundo Baissac, poderia fazer com que ações de companhias com grande exposição à África do Sul despenquem e com que o capital estrangeiro fuja do país, provocando uma depreciação forte da moeda local, o rand.
Em abril do ano passado, o Citigroup avaliou os recursos minerais sul-africanos em US$ 2,5 trilhões, os maiores do mundo.

Valor Online – São Paulo/SP


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