NOTÍCIAS

Adesão à oferta da Rio Tinto pela Riverdasle sobe a 37,25%

Notícias Gerais

25/03/2011


Mineradora anglo-australiana estendeu o prazo para aprovação da oferta quatro vezes desde que a proposta foi feita pela primeira vez em dezembro
MELBOURNE – A adesão dos acionistas da Riversdale Mining à oferta que a Rio Tinto fez de cerca de 4 bilhões de dólares australianos (US$ 4,05 bilhões) continua a aumentar. Mas, com o prazo para aprovação da oferta melhorada definido para expirar na próxima segunda-feira (28), a gigante de mineração está longe dos mais de 50% das ações da produtora de carvão que esperar obter.
A Rio Tinto disse num comunicado nesta quinta-feira que a aceitação para sua proposta foi elevada para 37,25%, de 34,94% na segunda-feira, quando a mineradora ampliou o prazo final para a aprovação da oferta em três dias úteis com a finalidade de permitir que alguns investidores concluíssem troca de ações e liquidassem operações na Bolsa de Valores da Austrália.
A mineradora anglo-australiana estendeu o prazo para aprovação da oferta quatro vezes desde que a proposta foi feita pela primeira vez em dezembro. No início deste mês, a Rio Tinto aumentou o preço da oferta para 16,50 dólares australianos por cada ação da Riversdale, de 16 dólares australianos, com a condição de obter a aceitação para mais da metade das ações da companhia.
Se não conseguir essa quantidade de ações até segunda-feira, a Rio Tinto disse que a oferta volta a ser de 16 dólares australianos por ação e permanecerá aberta até 6 de abril, a menos que o prazo seja estendido novamente.
A Rio Tinto já havia dito que gostaria de obter pelo menos 50% das ações da Riversdale antes de declarar a oferta incondicional, mas a aquisição pode ser dificultada pela participação combinada de 47% que a Tata Steel e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) possuem na produtora de carvão, e alguns investidores têm especulado se a mineradora anglo-australiana pode se contentar com uma participação ligeiramente inferior a de controle.
Sistema de precificação de matérias-primas
A forma como mineradoras e siderúrgicas globais concordaram com o sistema de precificação de matérias-primas siderúrgicas não foi “totalmente resolvida”, afirmou o diretor da unidade de minério de ferro da Rio Tinto PLC, Sam Walsh.
“Somente o tempo dirá se o atual sistema poderá funcionar”, declarou Walsh, referindo-se ao sistema trimestral que está sendo usado desde o ano passado em substituição ao modelo anual, que estava em vigor há décadas. Alguns clientes são a favor dos preços trimestrais, enquanto outros são favoráveis ao sistema mensal ou diário, acrescentou.
O executivo disse também, durante uma conferência do setor, que a oferta de minério de ferro ainda está apertada e que é difícil avaliar o impacto do terremoto no Japão sobre os mercados mundiais de aço e minério de ferro.
A demanda mundial de minério de ferro continuará a ser conduzida pela China no futuro previsível, destacou Walsh.
O executivo-chefe da Rio Tinto, Tom Albanese, afirmou ontem que a Rio Tinto não espera que o desastre no Japão tenha impacto material sobre suas operações, embora a mineradora tenha previsto distúrbios para a cada de abastecimento mundial.
A Rio Tinto é a segunda maior produtora de minério de ferro do mundo depois da Vale. As informações são da Dow Jones.

O Estado de São Paulo


Compartilhe:

Assine nossa newsletter e fique por dentro das últimas notícias do setor INSCREVER