Ações da LLX desabam com incertezas sobre venda da empresa
15/09/2010
Os investidores reagiram mal à notícia de que a empresa de logística de Eike Batista, a LLX, pode ter a subsidiária da região sudeste comprada por outra companhia do empresário, a mineradora MMX. Nesta segunda-feira, por volta das 17 horas, o Ibovespa operava em alta de 2%, enquanto as ações da LLX lideravam as quedas do índice, com baixa de mais de 6%.
A proposta da MMX é adquirir 100% da LLX Sudeste por 2,3 bilhões de dólares. O que desagradou o mercado foi a forma de pagamento. Se a aquisição for realizada, os atuais acionistas receberão debêntures perpétuas, que são títulos da empresa sem data de vencimento. ?Muitos investidores não estão satisfeitos com esse novo modelo de remuneração?, disse a analista de logística Maria Tereza Azevedo, da Link Investimentos. Segundo ela, quem não vender as ações agora pode ter dificuldade para se desfazer de suas participações mais tarde, porque as debêntures possuem menor liquidez. Mesmo assim, a analista recomenda a compra das ações porque acredita que o porto tem capacidade para dobrar a quantidade de ferro transportado com a fusão. ?A operação é positiva para o minoritário em termos de retorno financeiro?, afirmou Maria Tereza.
No acumulado do ano até o fechamento de sexta-feira, as ações da LLX tiveram alta de 6,8%, enquanto o Ibovespa apresentou queda de 2,6%.
Portal Exame