Abal mantém otimismo e prevê alta de 4% este ano
24/09/2013
O consumo de produtos transformados de alumínio vai acelerar no segundo semestre e terminar 2013 com um crescimento de 4,1% na comparação com o ano passado. Essa é a nova previsão da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), que antes previa um crescimento um pouco mais brando, de 3,7%.
No primeiro semestre, as vendas domésticas desses produtos cresceram apenas 1,2% na comparação com o mesmo período de 2012, de acordo com dados obtidos pelo Valor. Agora, a Abal espera uma melhora de desempenho do setor no segundo semestre, com um crescimento de 6,9% em relação à segunda metade de 2012.
Com isso, o setor terminaria o ano com 1,486 milhão de toneladas de produtos transformados de alumínio consumidas no país. No ano passado, o volume somou 1,428 milhão de toneladas.
“Estimamos que o setor se recupere daqui para frente, com Copa do Mundo e Olimpíada, e que volte para um nível mais alto de crescimento”, afirma Adjarma Azevedo, presidente da Abal.
No primeiro semestre deste ano, o segmento de fios e cabos foi o que pesou nas contas do setor. Esses produtos são usados, principalmente, nos setores de energia e construção civil e tiveram uma queda de 22,8% no consumo no país.
Enquanto isso, as vendas de extrudados (usados em construção civil) e chapas e folhas (destinadas à embalagens) cresceram mais de 6% nos primeiros seis meses do ano.
Nesta segunda metade do ano, a associação afirma que a demanda estará melhor e calcula um aumento de 1,8% no consumo de fios e cabos de alumínio, na comparação com o segundo semestre de 2012. Se essa previsão se confirmar, o segmento deve fechar com uma queda de 10,5% no acumulado de 2013 em relação ao ano passado.
Já a projeção da Abal para o consumo de chapas de alumínio é de crescimento de 7,6% em relação ao ano passado, para 574,2 mil toneladas. No primeiro semestre, as chapas responderam por 38% do consumo total de transformados de alumínio, com 272,4 mil toneladas.
Para folhas, a previsão é de um avanço de 6,1%. Já a estimativa para extrudados de alumínio é de um aumento de 7,5%. No caso dos produtos fundidos de alumínio, que são usados na indústria automotiva, a projeção é de crescimento de 3,2% no ano.
A associação projeta, ainda, uma queda de 14,1% no consumo de pó de alumínio, usado para dar brilho às tintas metálicas, em decoração de superfícies automotivas e industriais, cilindros e botijões de gás, na produção de fogos de artifício e munições, entre outras aplicações. A Abal também estima queda de 1% nas vendas de destrutivos, usados principalmente como desoxidantes para indústria siderúrgica.
Outros produtos de alumínio devem ter aumento de 4,9% no consumo, estima a entidade.
Valor Econômico