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A nova Serra Pelada

Notícias Gerais

03/02/2011


Mina de ouro, platina e paládio começa a ser implantada próxima ao antigo garimpo na Amazônia, cuja degradação chamou a atenção do mundo
Em plena Região Amazônica, mais especificamente no Sul do Pará, além dos projetos minerais de uma das maiores empresas do mundo, a brasileira Vale, um empreendimento de menor porte chama a atenção da opinião pública mundial: a mina Nova Serra Pelada. Como o próprio nome diz, esse projeto mineral representa a nova fase de Serra Pelada, que por vários anos abrigou a mais rica, densa e caoticamente povoada área de garimpo do país.
Com a extinção da antiga e predatória atividade nos anos 90 pelo governo federal, restou, com a mesma designação, a desestruturada vila minerária, habitada pelos moradores que não usufruíram das riquezas proporcionadas pelo ouro, pela platina e pelo paládio encontrados àquela época na região.
O novo projeto de mineração, chamado Nova Serra Pelada, vem sendo anunciado como a redenção do povoado. Se antes o garimpo descontrolado extraía ouro de maneira artesanal, impactando negativamente o meio ambiente, a nova atividade empresarial é fruto de amplo planejamento. Segundo seus investidores, trata-se de um projeto que evidencia a sustentabilidade.
E, por isso mesmo, prevê investimentos diretos na melhoria da qualidade de vida da população local, com estímulo ao comércio e à agroindústria, além de promover a recuperação do meio ambiente após a fase de exploração mineral.
A mina subterrânea será acessada por meio de quatro quilômetros de plano inclinado e galerias e utilizará o método ?corte e preenchimento descendente? para a lavra do minério. O túnel já está sendo perfurado. A mina está projetada para produzir 1000 toneladas/dia de minério, que serão beneficiadas em uma planta convencional acoplada à antiga. Ela produzirá aproximadamente três toneladas de ouro, além de platina e paládio, por ano.
Essa unidade industrial irá processar o minério bruto, transformando-o em barras prontas para comercialização. O investimento efetuado em pesquisa mineral até agosto de 2010 foi de R$ 49 milhões. Para a abertura da mina e construção da planta serão necessários mais R$ 115 milhões, a serem investidos até dezembro de 2011.;
UNIÃO SUS­TEN­TÁ­VEL
A Nova Serra Pelada resulta de uma inédita sociedade entre a mineradora Colossus Geologia e Participações (empresa brasileira do grupo canadense Colossus Minerals Inc.) e a cooperativa de ex-garimpeiros locais, a Coomigasp. A parceria pode ser encarada como um importante teste: um laboratório em tempo real de uma solução que poderá ser aplicada às demais áreas em que ainda há atividade garimpeira, especialmente na Região Amazônica.
A Colossus identificou concentração de ouro que pode variar de 7,5 a 20 gramas por tonelada. É um teor considerado elevado, diante de outras minas em atividade no Brasil. Para efeito de comparação, a mina de ouro da empresa em Paracatu (MG), apresenta uma concentração média de 0,45 grama de ouro/tonelada. E ainda assim é rentável por causa do alto preço do metal. A concentração em Serra Pelada é, portanto, excepcional, segundo especialistas do setor.
O empreendimento só deverá começar a extrair minérios em meados de 2012, mas os moradores de Serra Pelada e da sede do município de Curionópolis já sentem as vantagens de contar com uma mineradora responsável em suas redondezas. Ou seja, não é preciso esperar pelo ouro, platina ou paládio para usufruir as melhorias advindas da mineração.
Muitas obras foram e estão sendo feitas ou custeadas pela mineradora Colossus em parceria com a prefeitura. Assim é que foi possível recuperar a estrada de chão que liga a Vila de Serra Pelada à Rodovia PA-275 e, consequentemente, às cidades próximas. Até então, o trajeto na esburacada estrada era feito em 1h30. Hoje, os moradores já trafegam livremente e contam com serviços de van e transporte público.
As escolas públicas e o posto de saúde da vila também foram beneficiados com obras de recuperação. Em breve, será implantado um posto da Polícia Militar. A mineradora apoia campanhas de assistência à população e programas de requalificação profissional, entre outras ações voltadas a assegurar saúde, educação e infraestrutura.
SAL­TO NO IDH;
Com essas intervenções positivas, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Serra Pelada poderá dar um salto em pouco tempo, algo significativo em uma localidade que não conta com saneamento básico, calçamento, casas de alvenaria e que ainda registra alta incidência de doenças graves, como Aids e hanseníase.
?Agora, a região tem nova oportunidade de organizar seu desenvolvimento, dessa vez, de forma sustentável, graças à mineração moderna, consciente das responsabilidades com a comunidade e com o meio ambiente?, afirma o diretor da companhia, Darci Henrique Lindenmayer.
A garantia de que a nova operação minerária seguirá os preceitos da sustentabilidade está lastreada em cada dólar investido em papéis da Colossus Minerals Inc. na Bolsa de Toronto. Afinal, qualquer desvio nessa trajetória é um risco à imagem da companhia e, consequentemente, à valorização dos títulos negociados.
?O minério extraído se tornará riqueza para o Brasil. Será destinado à indústria nacional e exportado, gerando bens de consumo e divisas?, acrescenta Lindenmayer, ao assegurar que as intervenções no meio ambiente serão compensadas, conforme a legislação. Essas intervenções ocorrem apenas no período de mineração e, depois, as áreas são totalmente recuperadas. Em vez do mercúrio que poluiu rios e o solo, em Serra Pelada, na fase final do garimpo, a companhia aposta em tecnologia de ponta para evitar danos ao ambiente. ?O processo é transparente, auditado (auditoria externa internacional KPMG) e todos os dados sobre o projeto são públicos. Afinal, somos uma empresa de capital aberto.?
Essas informações podem ser encontradas na internet (www.sedar.com), uma vez que as empresas registradas na Bolsa de Toronto são obrigadas, por regulamento, a publicar dados detalhados sobre suas operações.
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Revista Ecológico


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