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7ª CBMINA debate Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração

Notícias Gerais

10/07/2012


Programa MINERAÇÃO apresenta balanço de suas atividades na sétima edição do Congresso Brasileiro de Mina a Céu Aberto e Mina Subterrânea. Evento ocorre de 10 a 12 de julho na Escola de Engenharia da UFMG.
Uma das principais preocupações do setor de mineração atualmente é prevenção de acidentes e procedimentos de segurança e saúde no trabalho. Além das mortes, que são as principais perdas, essas ocorrências também refletem em prejuízos operacionais que chegam a R$ 71 bilhões, o equivalente a 9% da folha salarial do setor formal.; Por isso, o Programa MINERAÇÃO, Programa Especial de Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração, desenvolvido e coordenado pelo IBRAM, apresentou nesta terça-feira (10) um balanço de suas atividades durante o primeiro dia do 7º Congresso Brasileiro de Mina a Céu Aberto e Mina Subterrânea (CBMINA). O evento é realizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM ? www.ibram.org.br), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte.
Para modificar esse cenário, o Programa MINERAÇÃO começou os seus trabalhos em 2007, primeiramente com 10 empresas. Hoje já fazem parte 22 empresas e tem como meta ampliar a participação das pequenas e médias empresas. Dentre os resultados apresentados estão a redução dos acidentes e doenças, a manutenção de clima organizacional favorável, a responsabilidade social, a integração das empresas do setor, a redução dos custos trabalhistas e agregação de valor à imagem das corporações.
De acordo com a Coordenadora do Programa MINERAÇÃO, Cláudia Pellegrinelli, todo acidente acarreta em perdas, seja de vidas, recursos mecânicos ou de horas paradas. Por isso, as soluções de prevenção devem ser prioridade nas gestões das organizações. Desde 1991, o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) vem movendo ações contra as empresas com o intuito de reaver os recursos gastos durante o afastamento de trabalhadores em decorrência de acidente de trabalho. Nos casos em que as empresas não conseguem provar que não tiveram responsabilidade no evento, elas estão sendo obrigadas a ressarcir os cofres públicos. Já são cerca de 1.250 ações do tipo, com expectativa de envolvam valores na casa dos R$ 200 milhões.
Atualmente, a atividade mineral registra o índice de 29,01 acidentes para cada grupo de 100 mil trabalhadores. A intenção do Programa e das ações junto às empresas do setor é baixar esse índice. ?O MINERAÇÃO, na verdade, é um fórum de boas práticas e conhecimento?, ressaltou Pellegrinelli. Os integrantes do programa acompanham e participam de grupos de discussão e formulação de políticas públicas, além de realizar cursos, workshops, palestras e seminários.
No site www.programamineracao.org.br, as organizações têm acesso a informações de gestão e documentos técnicos voltados para os procedimentos na área de segurança e saúde no trabalho. Na página do Programa também é possível preencher um levantamento com as práticas adotadas na empresa. Com isso, as mineradoras poderão ser classificadas de acordo com o nível de eficiência e adequação aos às exigências nacionais e internacionais tidas com referência no mercado.
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IBRAM


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