Mineração e transição energética caminham juntas, afirmam lideranças do setor industrial em evento durante a COP30
12/11/2025
Os desafios e perspectivas da mineração do futuro foram temas centrais de um evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), na última terça-feira (11). O encontro reuniu lideranças do setor mineral, executivos de grandes empresas atuantes na Amazônia, parlamentares e representantes dos governos federal e estadual, além de outras autoridades e instituições parceiras.
A programação foi marcada por pronunciamentos sobre o papel estratégico da mineração no desenvolvimento econômico e na transição energética, tema central da agenda climática e das discussões que antecedem a COP30, que será realizada em 2025, em Belém (PA).
O vice-presidente do IBRAM, Fernando Azevedo, destacou a relevância do Pará como referência na atividade mineral e ressaltou o papel da mineração no cenário global contemporâneo. Ele afirmou que a mineração no século XXI ganha cada vez mais evidência na geopolítica e que não é preciso defendê-la, mas compreender sua importância para a vida humana. Segundo Azevedo, o Brasil já viveu ciclos do ouro, do café, da borracha, do petróleo e do gás, e agora está vivendo o ciclo da mineração.

Fernando Azevedo: “transição energética e a mineração estão na mesma equação”
Ele acrescentou que o avanço tecnológico torna os minerais ainda mais indispensáveis, especialmente na transição energética. “A cada passo da tecnologia, há mais minerais envolvidos. A transição energética e a mineração estão na mesma equação: não há como dissociar uma da outra”, afirmou. Azevedo lembrou ainda que a COP30, realizada no coração da Amazônia, representa uma oportunidade para o setor mineral apresentar compromissos concretos nas áreas de energia, natureza positiva, água, adaptação climática, descarbonização e inovação. Conheça os compromissos do setor mineral.
A presidente do Conselho Diretor do IBRAM e CEO da Anglo American Brasil, Ana Sanches, ressaltou o simbolismo de uma COP sediada na Amazônia e as oportunidades que ela representa para o Brasil. “Estamos em um estado rico em biodiversidade e cultura, com papel central na regulação do clima global. Não existe transição energética sem mineração, e o setor faz parte da solução”, afirmou. Ela também destacou o lançamento de compromissos setoriais com metas ambientais e sociais verificáveis, alinhadas à COP e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Ana Sanches disse ainda que “vivemos a era dos metais, essenciais para o avanço tecnológico e para a transição rumo a uma economia de baixo carbono”.

MME: “Setor mineral será essencial para que o Brasil contribua com a agenda global de sustentabilidade”
A diretora de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Ana Paula Bittencourt, representante do Ministro Alexandre Silveira, enfatizou que o setor privado está alinhado à política mineral brasileira, que prioriza o desenvolvimento sustentável e a responsabilidade socioambiental. “Não há como falar em tecnologia, inovação ou transição energética sem mineração. O setor mineral será essencial para que o Brasil contribua com a agenda global de sustentabilidade”, afirmou.
O presidente da FIEPA e da Jornada COP+, Alex Carvalho, destacou a importância da mineração para o desenvolvimento da Amazônia. “Temos a oportunidade de transformar a realidade da região e mostrar ao mundo nossas vantagens comparativas e competitivas”, afirmou.

O evento contou também com a participação dos deputados federais Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), Keniston Braga (MDB-PA) e Zé Silva (Solidariedade-MG), este último presidente da Frente Parlamentar da Mineração Sustentável; John Lindberg, gerente sênior de Políticas Públicas e Relações Governamentais do ICMM (Conselho Internacional de Mineração e Metais); além de representantes de empresas associadas ao IBRAM, como Daniel André, presidente do Conselho de Administração da Vale, e Anderson Baranov, CEO da Hydro e presidente do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral).
Também prestigiaram pelo IBRAM o diretor de Comunicação e Projetos, Paulo Henrique Soares, o diretor de Sustentabilidade e Assuntos Associativos, Rinaldo Mancin, a gerente de Sustentabilidade, Cláudia Salles, e a coordenadora de Assuntos Associativos e Mudança de Clima, Luisa Rates.
Participação do IBRAM na COP30
O IBRAM agradece às empresas do setor mineral que apoiam sua presença na COP30. São elas: Alcoa; Anglo American; AngloGold Ashanti; BHP; CBA; CBMM; COPELMI; Kinross; Mineração Taboca; Mosaic; Norsky Hydro; Samarco; Vale.