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CBMINA destaca minérios como ativo geopolítico e põe Brasil no radar de novas parcerias, diz Fernando Azevedo

Notícias Gerais

27/08/2025


Na solenidade de abertura do evento, vice-presidente do IBRAM, diz que vivemos um novo ciclo na história da humanidade, o Ciclo da Mineração.

“O século XXI já está marcado pelo Ciclo da Mineração, tamanha importância que os minérios passam a representar na geopolítica mundial”. Foi o que declarou o vice-presidente do IBRAM, Fernando Azevedo, na solenidade de abertura da 12ª edição do Congresso Brasileiro de Mina a Céu Aberto e Mina Subterrânea (CBMINA), na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), em Ouro Preto-MG, na tarde desta 3ª feira (26/8). Ele se referiu ao crescente interesse de vários países em estabelecer parcerias e cooperação em torno dos minérios do Brasil.

Esta conjuntura geopolítica, disse, “aumenta a responsabilidade da mineração no Brasil, que precisa elevar produtividade e, ao mesmo tempo, assegurar padrões superiores de segurança”. Muitos que participam do 12º CBMINA estão ingressando no setor mineral e precisam conhecer mais sobre as perspectivas que se apresentam para essa indústria e o que o mundo debate sobre a importância dos minérios e da mineração para a geopolítica e para o futuro de todos.

Segundo Azevedo, o CBMINA é o fórum adequado para esse tipo de discussão. “O CBMINA é, por excelência, um espaço de técnica e diálogo. Um ponto de encontro entre estudantes, pesquisadores, profissionais, empresas e autoridades, que promovem o intercâmbio que move o avanço do setor”. Eventos como este, pontuou, são “muito importantes porque aproximam a juventude (estudantes e jovens profissionais do setor) dos profissionais com mais experiência e isso renova a indústria da mineração”.

CBMINA destaca minérios como ativo geopolítico e põe Brasil no radar de novas parcerias, diz Fernando Azevedo
Fernando Azevedo – crédito: divulgação

O CEO da mineradora Samarco, Rodrigo Vilela, descreveu a retomada das operações da empresa, após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). Após um período de paralisação, a empresa retomou 60% de sua atividade e já se tornou a segunda maior exportadora de pelotas. Disse concordar com a fala de Fernando Azevedo de que o século XXI abre oportunidade para “associar nossa indústria com o desenvolvimento sustentável”. A Samarco é patrocinadora categoria diamante do 12º CBMINA.

A chefe do Departamento de Engenharia de Minas da UFMG, professora Andrea Bicalho Henriques, representou a reitora Sandra Regina Goulart Almeida na solenidade. Ela elogiou a parceria com o IBRAM para organizar as diversas edições do CBMINA e destacou que o DEMIN está “em processo de renovação, com novos professores atuando lado a lado com a indústria, em vários projetos de ensino”, de olho no futuro da mineração, “que são os nossos alunos”.

CBMINA destaca minérios como ativo geopolítico e põe Brasil no radar de novas parcerias, diz Fernando Azevedo
Solenidade de abertura da 12ª edição do CBMINA, na UFOP, em Ouro Preto-MG – crédito: divulgação

Clique aqui e acesse a cobertura fotográfica do evento.

A vice-reitora da UFOP, Roberta Eliane Santos Fróes, deu as boas-vindas aos participantes, disse que é entusiasta do setor mineral e que tem atuado em pesquisas de modo “a contribuir para que tenhamos uma mineração mais sustentável, mais saudável (…) considero muito importante sediarmos este evento, que é uma oportunidade para nossos alunos” participarem dos debates em torno dos rumos do setor mineral.

Também participou da cerimônia a representante da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Vivian Marjorie Braga Bandeira, que também representou o Governo do Estado.

12º CBMINA: realização e patrocinadores

O 12º CBMINA é organizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), em parceria com a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e o Departamento de Engenharia de Minas da UFMG (DEMIN-UFMG).

O evento será realizado de 26 a 28/8 e conta com o patrocínio diamante da Samarco e patrocínio bronze da AngloGold Ashanti, Atlantic Nickel, GEOSEDNA, AVA, Enaex Brasil, Lundin Mining e Rocscience. Apoio institucional: Associação Paraense de Engenheiros de Minas (Assopem), Mining Hub e Women in Mining Brasil (WIM Brasil).

 

 

 

 


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